Como Importar da China!!!

sábado, 7 de agosto de 2010

Presidente e diretor da Previ-Rio esconderam aplicação de R$ 70 mi, aponta relatório
POR FERNANDO MOLICA

Rio -Relatório da Comissão de Sindicância da prefeitura mostra: os então presidente e diretor de Administração e Finanças do Previ-Rio — Marcelo Carvalho Cordeiro e Luciano Barbosa Filho — impediram que a aplicação de R$ 70 milhões em fundo privado fosse descoberta e analisada por outros setores do instituto. Segundo a comissão, “houve prática de ato irregular”. O caso foi revelado pelo Informe no início de abril.

Ao contrário do que estabeleciam normas do Previ-Rio, o investimento no Aster Fundo foi feito sem abertura de processo administrativo. Também sem respeitar formalidades do instituto, os dirigentes foram responsáveis, no mesmo dia 15 de janeiro, por duas outras aplicações, no mesmo valor, em fundos da Caixa Econômica e do Banco do Brasil. Segundo a comissão, o processo só foi aberto depois que os investimentos foram feitos, “aparentando ter sido ‘montado’ para justificar as aplicações já realizadas”. A investigação classifica de falsa declaração de Barbosa Filho que, no tal processo administrativo, afirmou ter feito, em dezembro de 2009, reuniões para discutir investimentos.

Funcionário transferido

Em depoimento à comissão, Márcio Martignoni da Silva, atual diretor de Administração e Finanças do Previ-Rio, disse que, pouco antes das aplicações, a direção transferiu de setor o funcionário encarregado de avaliar investimentos. Até então lotado na Assessoria de Apoio Técnico (AAT), o funcionário — Maurício Borba Caruggi—, foi nomeado assessor da Presidência.

Também segundo a comissão, o chefe da AAT, José Eduardo Rocha Pinto, só soube do investimento uma semana depois dele ter ocorrido — ainda assim, de maneira informal. De acordo com o relatório, ele enfrentou uma série de dificuldades para ter acesso a detalhes da aplicação. Depois de recorrer à Internet para conseguir algumas informações, Rocha Pinto, no dia 9 de fevereiro, encaminhou à Presidência e à Diretoria de Administração
Finanças memorando em que a aplicação era classificada de imprópria. Ao contrário do que deveria ter sido feito, os diretores não repassaram o documento para a contabilidade do Previ-Rio.

De acordo com os auditores, não se apurou que outras pessoas — além de Cordeiro e Barbosa Filho — tivessem conhecimento prévio das aplicações. Uma funcionária disse ter recebido apenas um bilhete em que o então diretor de Administração e Finanças lhe fornececeu o nome do Aster Fundo e o número de uma conta onde o dinheiro deveria ser depositado.

0 comentários:

Postar um comentário

Destaques Recentes: